Senai e Giz ampliam formação de pessoal

A meta é do projeto que acaba de ser fechada pelo Senai e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ, na sigla em alemão).

Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Esses serão os estados que desenvolverão programa de formação de profissionais na área de energia eólica. Até 2014, serão capacitadas 500 pessoas, entre técnicos de planejamento e análise de instalação de parques eólicos, profissionais para construção, operação e manutenção desses parques e instrutores do Senai.

Senai e Giz ampliam formação de pessoal

Senai e Giz ampliam formação de pessoal

A meta é do projeto que acaba de ser fechada pelo Senai e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ, na sigla em alemão). O acordo foi assinado pelo diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi, e o diretor da GIZ para o Brasil, Ulrich Krammenschneider.

As duas organizações investirão US$ 2 milhões. Estão previstas ainda visitas técnicas de profissionais do Senai a parques eólicos da Alemanha e de outros países europeus referências na oferta de energia gerada pelos ventos.

De acordo com o analista do Senai Nacional, o Marcello Coelho, a falta de profissionais qualificados é um grande obstáculo para o crescimento do setor. Estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a energia eólica representará 7% da energia gerada no Brasil em 2020. “Investidores e governos dos estados com grande potencial de geração de energia eólica têm procurado o Senai para intensificar a formação de profissionais para o segmento. Agora vamos atender à demanda.”

Até 2014 o Brasil deve gerar 7,2 gigawatts de energia eólica, o que representa 1% da energia gerada no país por fontes renováveis. Para isso, está prevista a construção de mais de 200 parques eólicos em dez estados. Conforme o supervisor técnico da área eólica do CTGás&ER do Senai do Rio Grande Norte e da Petrobras, Daniel Faro, o setor vai demandar para os próximos três anos cerca de 40 mil profissionais, tanto para instalação quanto para operação e manutenção de parques eólicos.

“Serão necessários desde auxiliares de construção civil, mestres de obras até engenheiros”, destaca Faro. Segundo ele, os salários devem variar em torno de R$ 700, para profissionais de base, a R$ 12 mil, para engenheiros. Marcello Coelho explica que boa parte dos profissionais do setor é formada em cursos genéricos, como o de construção civil. Por isso, assinala, o Senai quer ampliar a oferta de cursos e serviços específicos para o setor. “Esse projeto com a GIZ será um pontapé inicial para os estados onde o Senai não desenvolve ações em energia eólica e intensificará resultados naqueles em que já oferece cursos e serviços.” O Senai dispõe de cursos e serviços específicos no Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul.

No projeto em parceria com a GIZ, serão capacitados 72 instrutores do Senai e 360 profissionais para o setor. De acordo com o Senai, o profissional para trabalhar na instalação e montagem de parques eólicos deve planejar, acompanhar e executar a instalação dos aerogeradores, avaliar riscos, interpretar manuais e procedimentos, reparar sistemas e componentes dos equipamentos, controlar estoques de peças, elaborar relatórios de manutenção, entre outras atividades.

Os da fabricação de equipamentos e de operação e manutenção de parques eólicos devem desenvolver projetos de componentes, de materiais, de processos de confecção e de montagem de aerogeradores. Também têm a tarefa de fabricar e montar peças e controlar a conformidade dos processos e dos componentes desses equipamentos.
O Senai vai capacitar mais 45 profissionais para oferta de serviços de consultoria em análise de áreas para instalação de parques eólicos, elaboração de planos de negócios, acesso a banco de dados em energia eólica e consultoria para a instalação de laboratórios. Nos cursos e visitas técnicas, esses especialistas vão aprofundar conhecimentos em identificação e seleção de locais para exploração eólica, análise preliminar do potencial eólico, elaboração de projetos básicos de infraestrutura civil e elétrica e de processo de licenciamento ambiental, entre outros.

Há mais de 40 anos, o Senai é parceiro da GIZ. Desde 2009, as duas organizações realizam ações conjuntas na área de energia, considerada prioritária para o Senai. Naquele ano, assinaram convênio para um projeto que, até 2013, capacitará 80 técnicos do Senai para prestar serviços a empresas na área de eficiência energética. “A cooperação com a Alemanha é fundamental para garantir a competitividade da indústria brasileira”, disse Rafael Lucchesi, na assinatura do acordo. Segundo Ulrich Krammenschneider, o projeto se insere na estratégia de cooperação da Alemanha com Brasil.

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